Como eu aprendi finanças com a vendinha da escola!

Era uma vez um mercado focado em preços, consumidores cuidadosos procuravam pelas menores cifras e empresas inteligentes achavam soluções cada vez mais criativas e inovadoras para baratear o custo e o valor final de um produto. Eu gosto de chamar isso de “a guerra das balas”.

Me lembro quando era pequeno e tinha a vendinha na frente da escola e bala é o dinheiro do estudante do fundamental assim como cigarro é o dinheiro do prisioneiro de filme americano. Todas as negociações da escola, às vezes até “amorosas” giravam em torno das balas que comprávamos na vendinha lá na frente da entrada da escola. Eu me lembro também que houve um tempo em que pagávamos 0,5 centavos em uma bala de maça verde que todas as crianças adoravam, mas ai essa bala aumentou o preço e de 0,5 centavos chegamos aos 0,10 centavos por bala e o curioso foi que ao invés de continuarmos comprando a bala, nós em nossa inocência pré-adolescente procuramos por outra bala que custasse cinco centavos e o motivo para isso era bem simples, pelo menos para mim foi. Cheguei um dia na vendinha com meus costumeiros 50 centavos e fui avisado que as minhas 10 balas agora eram apenas 5, não gostei da ideia e perguntei “Tia! Qual custa 0,5 centavos pra eu comprar 10 balas?” e fui apresentado para um outra bala que até então ficava na caixinha escondida na segunda prateleira do balcão, onde nenhuma criança prestava atenção até ela se tornar a bala mais barata da vendinha e foi assim que eu conheci a bala que embalou meu ano letivo, sempre custando os mesmos costumeiros e adorados 0,5 centavos. A questão é que naquela época nós fomos “treinados”, ou melhor, acostumados a comprar 10 balas e não queríamos comprar 5 pelo mesmo preço.

Hoje quando entro na padaria e pergunto ao atendente o preço das balas percebo que quase não existe essa variação, todas as balas custam os mesmo 10 ou 15 centavos, dependendo do local de que estamos falando, mas é isso ai, todas as balas custam o mesmo preço e a minha lógica de criança não serve mais. Então, como é que eu escolho a minha bala?

Bom, como publicitário e empreendedor eu posso falar em termos bastante complexos sobre valor agregado, mark-up e outras coisas mas a verdade é que eu compro a bala que custava 0,5 centavos quando a outra custava 0,10 mesmo que os papéis tenham se invertido e a minha bala de morango esteja mais cara que a outra de maçã-verde e eu faço essa compra porque sempre que vejo e experimento essa bala eu me lembro daquele momento da minha vida, parado na frente do balcão conversando com a tia da vendinha da frente da minha escola.

A verdade é que hoje nós já inovamos tanto e barateamos tanto que não vale mais a pena comprar o mais barato, já que os preços e suas variações acompanham quase que diretamente a experiência que aquele produto quer causar em seu consumidor e isso quer dizer que se você ainda é um consumidor da minha época de colégio você está comprando as cegas em um mercado com um mundo de novas experiências para te oferecer. Não estou dizendo que não devemos comparar preços e economizar dinheiro estou apenas dizendo que a compra inteligente é aquela que irá te causar a melhor experiência e não aquela que irá afetar menos o seu plano financeiro. Esse conceito é comum para empresários, empreendedores, marqueteiros e etc… nós sabemos que o mercado mudou e que nossas empresas e empreendimentos devem mudar junto mas eu ainda vejo muito consumidor fazendo suas compras como fazíamos há 10 ou 20 anos e, honestamente, comprar assim é como investir em capital de risco achando que é um jogo de azar. Eu posso ganhar? Sim! Mas as chances de não ganhar são muito maiores!

Pessoas compram além de produtos, pessoas compram histórias e experiências!

Obs: Precificação é mais relacionado ao VALOR que o seu produto oferece do que ao CUSTO que o seu produto gera!

ECAD – Não é porque não mexe na TV que não mexe com você!

Pessoal, isso é MUITO importante!

Imagino que alguns de vocês já tenham ouvido falar sobre o ECAD, mas caso não tenham: ECAD é o orgão responsável por fiscalizar a arrecadação de direitos autorais no Brasil.

No inicio dessa semana o ECAD entrou para a briga contra a internet e a ética hacker ao enviar um email, para blogueiros que compartilham vídeos do youtube em suas páginas, dizendo que eles terão de pagar ao ECAD valores absurdos mensais pelo uso dos videos em suas páginas. Antes que alguém me pergunte por que isso não é bom, eu vou explicar.

A ética hacker, formada por 5 conceitos, tem como lema “a informação deve ser livre”. Baseados no conceito de livre compartilhamento a ética hacker defende que o conhecimento é público e deve ser acessível a todos.

Se quiserem saber mais sobre ética hacker entrem no do post sobre ética hacker..

O que o ECADE tem com a ética hacker?

É na onda hacker, da década de 80 que nós estamos surfando na internet até hoje. O compartilhamento livre de ideias, conceitos e produtos/marcas é responsável pela economia que vivenciamos hoje em dia. A criação e disponibilização de conteúdo faz parte da nossa sociedade.
No Brasil nós temos cases de carreiras artisticas criadas com base virtual, como a do ator (dono de um canal do youtube) Felipe Neto e o grupo musical “A Banda Mais Bonita da Cidade” que financiou a gravação do seu primeiro disco usando uma plataforma de investimento coletivo.

Ok, arte não é o seu negócio? Então que tal falarmos das plataformas cientificas de colaboração que desenvolvem pesquisas na cura do câncer, desenvolvimento de energia limpa e tecnologia que possibilita médicos a fazerem acompanhamentos de saúde em regiões onde seria praticamente inviável a construção de um hospital? Eu estou falando de uma possibilidade sem limites que já criou celurares capazes de realizar tomografias e exames óticos em desertos e florestas, lugares para os quais a economia consumista nunca sequer olhou. Toda essa tecnologia foi criada a partir do compartilhamento de ideias com especialistas e interessados do mundo todo.

O ECAD.

O ECAD fechou, recemtemente, um contrato com o youtube que obriga o site de compartilhamento de videos a pagar direitos autorais pelos videos publicados na plataforma. Bonito não? Eu até acho que seria caso de elogios ao ECAD se esse dinheiro fosse realmente direcionado aos artistas e produtores dos videos, mas quem já trabalhou com música por exemplo sabe que não é bem assim!

A minha pergunta é: como é que o ECAD vai controlar essas ações financeiras? Levando em conta o número internacional de usuários de blogs e produtores de vídeos para o youtube.
E quem é que vai fiscalizar o ECAD para que esse dinheiro chegue nas contas das bandas de garagem do recife, por exemplo?

O segundo problema do ECAD, além dessa roubalheira óbvia em cima de bons artistas, é o seguinte:

Não satisfeitos com os milhões que irão ganhar do google (empresa dona do youtube) eles decidiram atacar os internautas de maneira absurda: mandando email para bloggers que compartilharam videos do youtube em suas páginas informando-os que terão de pagar uma taxa mensal de mais de 200,00 reais pelo direito de uso do vídeo.

Galera, não é dificil entender, mas aqui vai uma histórinha pra ajudar:

O Ricardo é operário em uma fábrica no interior do Paraná e é fanático pelo Micheal Jackson. Em seu descuidado fanatismo, Ricardo, decidiu abrir um blog para escrever sobre suas experiências com as músicas do seu ídolo. Um dia ele foi lá no blog dele e publicou um vídeo com o clipe de uma música para mostrar que gosta tanto daquela musica que a usou para pedir a Joana em casamento. A Joana disse sim e o Ricardo ficou felizão, mas uma semana depois vem o ECAD e cobra do nosso amigo uma taxa de 300,00 reais, por exemplo, pela exibição pública do vídeo. O ricardo, que não tem o dinheiro para pagar mas é um cara honesto, se vira, pede emprestado e acaba quitando sua dívida. Agora, me diz uma coisa, quem é que me garante que esse dinheiro será devidamente transferido para a pessoa que possui os direitos autorais do Michael, qual é o processo financeiro pelo qual passa esse dinheiro para chegar nas mãos de um empresário norte-americano por exemplo?

Imaginem que o clipe, ao invés de ser de um ídolo mundialmente conhecido como o Michael Jackson, seja apenas o vídeo de uma ótima música de uma banda independente do interior da Bahia. O Ricardo deu seus 300,00 reais para o ECAD, vocês acham mesmo que esses meninos lá da Bahia vão receber o que é deles?

Mais uma vez, estamos sendo atacados pela censura, mais uma vez estamos sendo punidos pela incapacidade capitalista dos orgãos e instituições conchavistas que querem acabar com a nossa liberdade de expressão em prol do mantenimento do sistema corrupto em que vivemos.

Insisto em dizer, estamos começando a viver uma revolução anti-cultural, afinal a minha cultura é compartilhar!

Para entender um pouco melhor o panorama disso tudo leia o meu manifesto sobre economia criativa no meu post no Blog do IDEIA NOSSA!.

Não é porque não mexe na TV que não mexe com você!

Novidades!

Olá,

Organizando a minha vida virtual eu cheguei a conclusão de que o projeto “Histórias emprestadas” merecia mais da minha atenção já que tantos universos requerem tempo e estudo para serem criados e trabalhados com o respeito que as histórias das pessoas merecem, então é por isso que a partir de hoje, pelas próximas semanas pelo menos, o portifolia será usado apenas para o “Histórias Emprestadas” e para o meu portifólio mesmo, falando dos meus trabalhos nesse processo de reinvenção pelo qual estou passando.

Para saber mais sobre o “Histórias Emprestadas” entre em http://portifolia.com/historias-emprestadas/

Para ler a primeira história emprestada acesse http://portifolia.com/category/historias-emprestadas/

Para ver meu portfólio e ler sobre meus trabalhos acesse http://portifolia.com/portifolio/

Sobre storytelling eu indico o blog dos amigos @brunoscarto  http://www.caldinas.com.br/ e do @storytell http://storieswelike.blogspot.com/ mestres no assunto.

Para passar o tempo e se divertir com comentários e histórias sobre relacionamentos entrem no http://camasurta.wordpress.com/

Para mais links é só olhar na lateral do blog e fuçar por lá enquanto aguardam a próxima história emprestada!

A coca-cola dando uma aula!

Eu estava investigando alguns vídeo no youtube que me ajudassem a provar para vocês, leitores o poder do storytelling em criar novas experiências para o consumidor.
Estava difícil decidir se eu queria um exemplo muito bom de storytelling ou um vídeo mais cientifico sobre o assunto, até que, eu acabei achando esse vídeo da coca-cola que fala dos planos dessa empresa de proporções GIGANTES para sua publicidade até 2020.
Vale muito a pena prestas atenção.

 

Desculpa o vídeo estar em inglês, mas a versões com legenda estavam bem ruins!

Só pensando… sobre educação!

Vira e mexe eu leio por ai alguns relatos sobre educação. Normalmente de estudiosos pouco conhecidos e defasados em termos tecnológicos (entenda tecnologia como qualquer processo, produto ou sistema que facilite a vida e a sobrevivência humana).

Não quero discorrer sobre os fatores de natureza política responsável pela educação medíocre que recebemos no Brasil. Quero falar sobre os fatores sociais dessa educação que, assim como a sociedade em si, é afetado pelos adventos tecnológicos.

O ser humano mudou sua maneira de se comunicar e de reter informações, nos tornamos muito mais capazes de lidar com quantidades grandes de informação do que éramos no passado. Hoje em dia nós somos expostos ao mundo em todos os momentos de nossas vidas e não apenas quando lemos jornal ou quando assistimos TV. Passamos por terabytes de informação diariamente. Para se fazer um trabalho de escola não é mais preciso sair de casa e ir a livraria, afinal, livraria nenhuma terá a quantidade de informação que podemos achar virtualmente. Isso é bom? Sim! Mas seria melhor se tudo acompanhasse esse mesmo movimento.

O desafio da educação era passar o conhecimento para a maior quantidade de pessoas possível com a melhor qualidade possível, e o professor era o gerente dessa logística toda, dedicando parte de sua profissão ao constante aprendizado e outra parte aos métodos de como transferir esse conhecimento adquirido então fazia sentido que o professor falasse e que os alunos escutassem já que o mestre era a única fonte de informação confiável que tínhamos, era ele quem possuía o conhecimento necessário sobre o assunto.

Hoje, a informação está ai, não é preciso que alguém nos diga o que fazer ou como fazer, na verdade não é preciso que tenhamos um professor detentor do conhecimento, temos o google, certo? ERRADO! O professor não se tornou obsoleto, ao menos não aqueles que se atualizaram. A função do professor mudou e hoje dar aulas tem é mais sobre gerenciamento de informação do que a transmissão dessa informação como era antes, na verdade o professor, além de deter o conhecimento e sabe-lo transmitir acabou ganhando mais uma função. A função de criar “mineradores de informação”, mineradores são especialistas em achar e separar minérios valiosos de pedras e sujeiras, guardando e carregando consigo apenas o que tem valor. É função do professor ter conhecimento o suficiente para lidar com as “preciosidades” que seus alunos encontram e trazem para a sala de aula, além de carregar consigo seu próprio repertório de preciosidades para alimentar as mentes inquietas que aparecerem no caminho. Ensinar vai além de saber a matéria, ser expert, ensinar é mais sobre pessoas do que sobre palestras. Precisamos de professores atualizados que saibam usar tecnologias a seu favor e não tentem ser concorrentes dela.

 

Obs: Pra quem não sabe eu sou educador, professor desde antes de ser gente. Esse texto é só um pensamento baseado em experiência, ciência e estudo!

O viajante – Emprestada por @JenissonX

Ele desceu do ônibus no terminal e pegou suas coisas rumo ao desconhecido. Sentia-se um tanto maluco, afinal, estava indo para a casa de alguém que não conhecia, encontrar com alguém que nem sabia direito se queria o conhecer, mas ele ia mesmo assim. Do Paraná até São Paulo ele pensou nela e nas possibilidades dessa viagem que já lhe parecia estranha.
Pegou o metrô e seguiu as instruções recebidas pela internet até chegar na estação Anhangabaú, onde morava a amiga de sua amiga virtual. Isso mesmo, a amiga da amiga que ele conhecera alguns anos antes pela internet, mas que só há poucos meses vislumbrou a possibilidade de ser mais que uma simples amiga. O problema era que, ele, jovem professor de matemática do interior do Paraná, já tinha comprado passagem e arranjado tudo da viagem com a família e com os amigos quando sua “amiga” finalmente o avisou que estava namorando. O rapaz que se viu com o orgulho um tanto ferido, decidiu que viajaria mesmo assim, e sem querer admitir criou algum tipo de plano de conseguir o que queria. Ou devo dizer quem queria?
Ao entrar na pequena kit no centro de São Paulo nosso viajante, cansado, se deparou com uma menina de cabelos vermelhos e um rapaz, careca, deitados na cama. Por algum motivo era como se todos já se conhecessem há algum tempo, apesar daquela ser a primeira conversa que tiveram pessoalmente. É engraçada essa dinâmica que a internet trás pras nossas vidas.
Mas ela, a desejada do viajante não estava lá, estava a caminho, mas não estava lá. Era claro o olhar de estranheza do rapaz quanto a sua situação na cidade. Era claro também que cedo ou tarde as coisas ficariam ainda mais estranhas, afinal, em algum momento de sua estadia o pretendente e o namorado iriam se encontrar.
O dia passou enquanto eles passeavam pela avenida paulista, todos meio cansados decidiram ir pra casa, onde, de noite, receberiam alguns amigos para comemorar o feriado. A pretendente que estava mais nervosa do que o normal esperava estranha, porém, ansiosamente pelo namorado e pelo encontro entre ele e seu pretendente. Quase como uma criança que espera pela vacina para que tudo acabe logo.
Depois de dormirem e descansarem um pouco começaram a chegar os amigos e o pequeno apartamento, ficou menor ainda, “aconchegando” uma quantidade de pessoas que parecia desafiar as leis da física. A distancia entre o viajante e sua desejada era óbvia, havia até um tom de medo da aproximação, um certo ar de desconfiança rolava no pequeno apartamento. Os amigos, descontraídos davam conta de deixar a estranheza menos aparente, mas a campainha tocou e porta se abriu revelando um garoto de cabeça raspada, estilo exercito, grande e com uma cara meio mau humorada, afinal, ele era namorado, ciumento e estava ciente da situação e de quem estava na “festa”. A entrada do namorado deu inicio a um silêncio que só se quebrou com os cumprimentos, ele beijou a namorada, abraçou a amiga e foi chacoalhando as mãos das outras pessoas até chegar no viajante, os dois se cumprimentaram e o mundo voltou a girar.
Era claro, para todos, que em uma situação dessas, vodka não era um “remédio” muito aconselhável, mas ninguém se preocupou em controlar a quantidade de bebida e em certo ponto da noite a tensão aumentou, não se sabe muito bem o motivo, mas de repente o namorado se estranhou com o viajante, ou ao contrário, como eu disse, não se sabe muito bem o porque, o que se sabe é que estavam todos metidos na confusão, o namorado estava a ponto de matar alguém (todos sabemos quem) e a namorada se escondera no banheiro para chorar. O viajante, bom, não conseguia nem ficar em pé enquanto o namorado avançava em sua direção com um olhar de fúria típico de homem possuído pelo ciúmes, mas seu ataque foi interrompido por um amigo que lhe botava a mão no peito e dizia com firmeza que não iria permitir que nada acontecesse.
Parado no meio da sala com o olhar fixo na parede, o viajante, dizia que tinha que conseguir o que tinha vindo buscar, que ao menos um beijo ele acabaria roubando, o namorado tentou, diversas vezes, convencê-lo a se afastar, era possível ver a briga mesmo que ela não estivesse acontecendo, e saber quem ia ganhar. Após muita conversa, com os três, um amigo, que já estava cansado de bancar o conselheiro, decidiu que a melhor opção para todos era a de deixar o bêbado por lá e levar o casal em crise para casa. Pegaram suas coisas e foram embora, os dois casais, deixando a missão de cuidar do viajante nas mãos de duas amigas que ficariam no apartamento.
No dia seguinte, todos voltaram ao apartamento para ver como estavam as coisas e render as pobres amigas que tinham ganhado o desprazer de cuidar do bêbado. Ao abrir a porta se depararam com uma cena interessante: Lá estava nosso viajante, deitado em uma cama, como esperado, mas o twist era que o rapaz estava abraçado com uma das meninas que havia ficado na noite anterior. Entre risos curiosos e comentários maldosos os “recém chegados” começaram a acordar a casa toda.
O que aconteceu? Vocês devem estar se perguntando. Foi o seguinte: a menina que ficara para cuidar do viajante na noite anterior era, curiosamente, uma amiga do namorado da moça que o viajante viera visitar. E esta amiga, por algum acaso do destino, estava, digamos, deprimida por causa de outro rapaz que sumira no ar como fazem os ninjas dos filmes americanos e deixou a pobre coitada solitária e confusa no lugar certo, ou errado, na hora certa, ou errada. Quando juntou o viajante bêbado buscando por companhia e a moça triste buscando por diversão, uniu-se o útil ao agradável e o resultado não podia ser outro se não a formação de um casal um tanto inusitado.
No fim das contas, o namorado ciumento acabou se acalmando, a namorada desesperada virou amiga do viajante que, bom, viajou de volta com uma moça diferente na cabeça!
Essa história foi emprestada pelo @JenissoX

Hackers – A ética hacker!

A ética hacker – Além do mundo virtual.

  1. Compartilhamento.

A primeira regra da ética Hacker é composta apenas por uma palavra e essa palavra já faz parte do nosso vocabulário há alguns anos. O compartilhamento é comum nas redes sociais, há quem diga até que o sucesso milionário do facebook se deve a essa simples essa opção (o “share”) de compartilhar, sua vida e seu conteúdo livremente com seus amigos e conhecidos.

Mas compartilhar informação vai além das fotos de gatinhos fofinhos nas redes sociais, o compartilhamento de informação pode ser o responsável por desenvolver curas ao câncer e unir o conhecimento de milhões de cientistas no mundo inteiro para que possam estudar novas maneiras de produzir energia limpa.

Você pode ver um pequeno, porém ENORME exemplo do que o compartilhamento de ideias e conhecimento pode fazer:

http://www.ge.com/pdf/news/GE_and_Google_Fact_Sheet.pdf

2. Abertura/Transparência

A segunda regra da ética hacker defende a ideologia de que para mudarmos a sociedade e evoluirmos é preciso que haja espaço e transparência. Sem informações sigilosas permitindo governos corruptos a permanecerem corruptos, sem conglomerados controlando a informação que recebemos.

Liberdade de expressão e de cobrança, vamos acabar com o “escurinho” onde nossos governos guardam os milhões que roubam da gente e colaborar com esses mesmos governos no desenvolvimento de novas políticas e formas sociais.

 

3. Descentralização.

Não é justo que poucos controlem muitos e não é justo que pequenos grupos endinheirados tenham o poder de decidir o que podemos ou não assistir na TV, certo?

Então também não justo que esses grupos, tendo ou não apoio governamental, controlem o que podemos ler na internet, dividir com os amigos ou escrever. A ética hacker defende que o poder da informação deve ser generalizado e que a liberdade de expressão deve ser completa.

4. Livre acesso a tecnologia.

A quarta regra é simples: para derrubar as barreiras geografias de uma vez por todas e unificar a informação é preciso que todos, sim TODOS tenham acesso a tecnologia. O acesso quer dizer que você tem a oportunidade de se conectar com o mundo todo para fazer suas perguntas ou dar suas ideias. Ter acesso quer dizer que você pode, sem sair de casa participar ativamente das decisões mundiais.

5. Melhorar o mundo.

Não vou discursar sobre essa regra, vou apenas dizer que todos temos o instinto natural de mudar as coisas. Acorde todo dia procurando uma maneira de melhorar o mundo em que vive.

Basicamente a ética hacker pode ser explicada assim:

Se você encontrar um problema no seu caminho procure por uma solução e quando encontrar a solução não seja egoísta, divida com o planeta!

e a jornada continua…

O dia estava fresquinho, a brisa parecia anunciar um novo tempo, um dia sem sofrer com o calor tropical e poluído de São Paulo. O metrô sempre cheio, de gente, de coisas, de barulhos, e para alguém como eu, sempre cheio de ideias. Minha vida parecia estar tomando forma, a turbulência de mudar de carreira, a indecisão sobre pra onde ir, a escuridão em que eu me enfiava sem saber se conseguiria voltar. Tudo resolvido com a ajuda dos amigos, os salvadores do dia. Mas a jornada não parou por ai, na verdade foi ai que ela começou. Agora eu já sei pra onde ir e o que fazer, já sei como eu quero que as coisas sejam e hoje, bom, hoje eu dei mais um passo pra chegar lá.

Quando eu terminei o colegial eu fui trabalhar, sem pensar muito em faculdade para ser bem sincero, estava mais preocupado em conhecer o mundo e ganhar meu dinheiro, não foi uma época fácil, mas também não foi uma época ruim. Aprendi, empreendi, dei a cara a tapa, tomei na cara. Mas a faculdade sempre foi um sonho, me especializar em algo, achar algo que valha a pena dedicar uma vida inteira aprendendo. Aos 19 anos de idade eu tentei fazer letras, o curso era bem bacana, mas o dinheiro era curto e paciência menor ainda, acabei saindo no primeiro semestre. Depois, no ano seguinte eu tentei jornalismo, o curso também não era dos piores, mas foi triste, sala cheia de jovens, novas ideias, o futuro da sociedade e tudo o que eu escutava eram comentários sobre BBB, Datena como referência jornalística e outras bobagens que fazem parte do processo de entrar em uma faculdade. O dinheiro apertou de novo e a motivação estava fraca, acabei que não passei do quinto mês de curso. Mas o sonho ainda estava lá, quase todo dia calculando rotas seguras para pagar a faculdade e finalmente termina-la, mas parecia bem difícil, tão difícil que eu desisti, continuei sonhando, mas desisti, saí do país, fui aprender a cozinhar, tentar “vencer” na vida de outra maneira. Não deu certo e o restaurante acabou consumindo o que me sobrava de saúde mental. Saí em busca de um caminho para o topo e me perdi na trilha pro inferno.

Mais uma história…

Era uma tarde quente de quarta feira, as férias se aproximavam, minuto a minuto, o stress comum da profissão naquela época já dava sinais de que iria embora, mas a vida naquele cenário já não me parecia tão certa. A namorada estava na recepção da escoa de inglês onde eu trabalhava enquanto eu estava na sala dos professores terminando de anotar as últimas notas, do últimos alunos, mau sabia que seriam mesmo as ÚLTIMAS notas e os ÚLTIMOS alunos. Não posso dizer que a demissão veio sem ser prevista, afinal, secretamente eu já a “desejava”. Sai da sala do chefe um tanto assustado, meio que tentando entender o porque de eu me sentir tão livre, afinal, ser demitido deveria ser algo ruim, não? Nas primeiras horas fiquei assustado, o desemprego não é um estado ao qual eu estou acostumado. Cheguei em casa e deitei na cama, procurando por alguma razão na vida, algo que me fizesse voltar a fazer parte do mundo, não foi fácil, mas uma mensagem chegou pelo celular da minha namorada, era uma amiga em comum que já havia recebido a noticia da minha demissão. A mensagem dizia algo como: “Dá os parabéns pro Luis, ele passou na Cásper”. Minha namorada sorriu e leu a mensagem. Curioso como as coisas acontecem não?

A verdade é que há algum tempo eu decidi que não seria professor para sempre, pelo menos não de inglês nem de português, então acabei indo para a publicidade, fazendo um trabalhinho aqui e outro ali, mas sem levar essa carreira muito a sério. Agora eu corro o risco de ser bastante piegas, mas quando juntei a demissão a noticia de ter passado na faculdade e realizado um sonho pessoal eu percebi, como que num chamado do universo que eu estava livre, finalmente livre para me tornar o que eu sempre quis ser, para escrever e ganhar dinheiro escrevendo. Foi ai que tudo mudou e a minha nova jornada começou.
Sem a sala de aula diária tudo parecia meio estranho e estava quase me entregando para a segurança de voltar ao título de professor quando decidi correr atrás de conteúdo, era minha última tentativa de fugir daquele mundo, estudar outras coisas, procurar outros empregos, me tornar Redator, e foi nessa busca que eu acabei chegando no curso de Storytelling da ESPM e tudo mudou novamente.

No primeiro dia eu ainda estava tentando me familiarizar com aquele novo eu, aquele novo ser que surgia da figura distante de experiências do passado para sua própria reinvenção. Já no segundo dia eu me esqueci de mim e fui levado ao fantástico mundo das histórias, da publicidade, fui transportado ao mundo dos professores. Do branded content à transmidia, o poder das palavras, da internet, o onde, como e quando de se criar histórias e personagens, mas o mais impressionante, foi que sem querer eu descobri a razão do porque eu estava ali, e finalmente percebi que não tinha mais caminho de volta, eu aprendi que a minha história estava finalmente se moldando para um novo frame, menos explicado mas muito mais interessante.
Meu nome é Luis G. Santos, mas você pode me chamar de Gaspar!
Agradecimentos mais que especiais aos queridos professores:
Martha Terenzzo
Bruno Scartozzoni
E ao meu grande benfeitor Fernando Palacius!